quarta-feira, janeiro 12, 2011

Metro Mondego: Autarcas de Miranda do Corvo e Lousã na assembleia municipal de Coimbra pela defesa do projeto

Os presidentes das câmaras e assembleias municipais de Lousã e Miranda do Corvo participam hoje na reunião da assembleia municipal (AM) de Coimbra, durante a qual deverá ser aprovado um documento em defesa do Metro Mondego (MM).
Os quatro autarcas “foram convidados e já confirmaram as suas presenças” na reunião extraordinária da AM de Coimbra, a realizar hoje, à tarde, disse à agência Lusa, o presidente deste órgão, Manuel Lopes Porto, eleito pelo PSD.
A presença dos presidentes das câmaras da Lousã e de Miranda do Corvo, o socialista Fernando Carvalho e a social democrata Fátima Ramos, respetivamente, e dos presidentes das assembleias, Amândio Oliveira Torres e Mário Ricardo Lopes, ambos eleitos pelo PS, visa concertar uma posição sobre o metro comum aos três municípios, acrescentou Manuel Lopes Porto.
Vários elementos da AM de Coimbra estão a preparar um documento sobre o sistema de mobilidade do Mondego (SMM) suscetível de merecer a aprovação unânime deste órgão, disse à Lusa, Ferreira da Silva, membro deste órgão, eleito pelo PS.
Pretende-se que esse documento também seja aprovado, depois, pelas câmaras e AM da Lousã e de Miranda do Corvo, para, então, ser enviado, até dia 19, aos grupos parlamentares com assento na Assembleia da República (AR), adiantou a mesma fonte.
A AR vai debater, no dia 19, uma petição pública, subscrita por mais de oito mil cidadãos, contestando a paralisação e o adiamento das empreitadas do MM. Simultaneamente, apreciará um projeto de resolução, recomendando ao governo a continuidade do empreendimento, revelou, na segunda-feira, o líder do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza.
O executivo municipal de Coimbra (seis eleitos pela coligação PSD/CDS/PPM, quatro PS e um da CDU) afirmou-se, de forma unânime, na sua reunião de segunda-feira, empenhado em cooperar para que seja alcançada uma posição conjunta na AM em defesa do MM, através da aprovação de “um documento que demonstre a importância do projeto para a região e a forma como ele pode ser compatível com a situação económica do país”.
A câmara de Coimbra manifestou-se igualmente disponível para suportar eventuais custos deste processo para demonstrar aos governantes a importância do SMM e o “desaproveitamento do investimento” já feito, como, por exemplo, a publicação paga de textos na comunicação social.
O SMM envolve a criação de um metropolitano ligeiro de superfície na ferrovia da Lousã e em Coimbra.
Na sequência dos trabalhos desenvolvidos, desde janeiro de 2010, no Ramal da Lousã, já foram removidos os carris, estando as populações a ser servidas por autocarros.


Lusa

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